Acredite! Há mercado de trabalho para maiores de 50 anos.

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Será que há mercado para os profissionais acima de 50 anos? Para a maioria deles pode ser um ponto de interrogação. Atualmente, estamos vivenciando uma nova realidade. No século passado em 1960, a expectativa de vida do brasileiro mal chegava aos 48 anos, entretanto, segundo o IBGE, em 2015 a expectativa está em 75 anos. Dentro de dez anos, no máximo, chegará aos 80 anos. Por isso, pessoas com cinquenta ou sessenta anos de idade se ofendem quando são chamadas de idosas. Porque, de fato, não são. Entusiasmo, saúde e muita experiência, para tal, se sentem dispostas para continuar trabalhando por mais vinte ou trinta anos. O problema é: trabalhar aonde?

Nas grandes corporações, a idade-limite para alguns setores para contratações está beirando os quarenta anos. As exceções são raras. Como essa decisão é empresarial, não cabe à nós discutirmos se é justa ou não. Estamos em um mundo capitalista e as empresas não serão justas. Para quem tem mais de cinquenta e está procurando um emprego formal, a primeira reflexão é um exame de consciência. “Será que não estou conseguindo um emprego por causa de minha idade? ” Ou “Estou atualizado? ” Ou “Idioma fluente? ”. Em sua maioria dos casos, a desatualização é o problema central, não a idade.

Para quem é um jovem de cinquenta anos e está atualizado, o melhor é esquecer as grandes empresas. Vamos, então, às outras opções:

Procurar emprego em pequenas empresas: Nelas, experiência ainda é mais valorizada que diplomas. A sabedoria vale mais que a teoria. Se um bom conselheiro tem mais valor que dez palpiteiros.

Trabalhar como consultor, e não como empregado formal: Com o advento e incentivo à MEI (Microempreendedor Individual), será uma forma interessante para transmitir experiência e conhecimento, ainda, esse profissional tem ainda muito a ensinar.

Não ficar parado esperando para ver o que acontece: Enquanto a oportunidade não aparece, uma alternativa é atualizar-se em outra atividade diferente da sua atuação ao longo de sua carreira profissional, pois, algumas atividades estão em fase de extinção.

Será que os “cinquentões” estão parados? Em 18 de junho, Paul McCartney, ex-Beatles. O bom e velho Paul completou, em 2018, 76 anos. Lá por volta de 1967, na flor de seus 25 anos, Paul escreveu “When I´m 64 – Quando eu tiver 64”, o que na época, parecia que jamais iria acontecer. Um trecho da canção: “[…] quando eu ficar mais velho, perdendo meu cabelo, daqui a muitos anos, você ainda irá me mandar presentes no dia dos namorados, […] eu posso ser útil, concertando um fusível, quando suas luzes apagarem, você pode me tricotar um suéter perto da lareira. […] quando eu tiver sessenta e quatro anos? ”. Evidentemente, nada disso aconteceu. Está em excelente forma, conservou não só a cabeleira, mas também a vontade de continuar trabalhando, e não quer nem ouvir falar em se aposentar.

A grande lição que os cinquentões estão ensinando para quem hoje está ralando no mercado de trabalho é que a aposentadoria já não precisa mais ser o que foi, a condenação definitiva a um estado de imobilidade física e mental. No século XXI, o final da vida produtiva não é mais determinado pela idade, mas pela perda do prazer de continuar voando.

Até à próxima.

Artigo – Sérgio Vaz

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