Arujá também perdeu sua emissora de rádio. Foi embora pra São Paulo.

0
77

Meu amigo Fernando Martins, ex Jovem Pan, é apresentador e editor chefe de um movimentado programa de notícias na “Estilo FM”, emissora da Rede Mundial de Comunicação. Leia-se Paulo Abreu. O “Ligado em São Paulo”, o programa dele, pode ser captado nos 102.1 de segunda a sexta às sete da manhã. Na verdade, o “Ligado em São Paulo” deveria se chamar “Ligado em Arujá”. Eu explico a razão.

A “Estilo FM”, que já foi Radio Scalla, usa uma concessão da vizinha cidade de Arujá. O Ministério das Comunicações concedeu a exploração da emissora ao Município para fomentar a comunicação, servindo de veículo cultural, educativo e de entretenimento para as pessoas que residem ali.

Originalmente, com seus transmissores localizados na cidade, a rádio de Arujá poderia atingir também os vizinhos, incluindo Guarulhos. Ou, eventualmente, São Paulo, dependendo da qualidade e potência de sua antena.

Paulo Abreu comprou a Rádio de Arujá, assim como fez com a Rádio Universitária de Guarulhos, cuja concessão foi entregue ao reitor da Faculdade de Direito na época, professor Adolfo Noronha. A de Guarulhos saiu daqui e virou “Top FM”. A de Arujá seguiu o mesmo caminho.

O dono da “Rede Mundial” tem hoje dezenas de emissoras. Muitas delas com estúdios na rua Augusta, esquina com a Paulista, na capital. Todas funcionam com nomes fantasia enganando o público e a Anatel que deveria fiscalizar o cumprimento das normas que regem o serviço de comunicação das emissoras de rádio no Brasil.

É triste constatar que esse esquema funciona sem problema algum. O esquema de Paulo Abreu, dono de uma das grandes fortunas do país.

Tenho repetido aqui, até com alguma insistência, a necessidade de fomentar o espírito de comunidade entre os moradores do Município, sempre realçando o trabalho das emissoras de rádio, tanto FM como AM. Elas são importantes. Exercem uma função ligada à cidadania, promovendo integração entre o público e as autoridades locais, prefeito, vereadores, lideranças sindicais e comunitárias. E também aos chamados movimentos sociais.

É exatamente isso que essas emissoras deveriam estar promovendo hoje.

Nossa única rádio aqui, a Boa Nova, serve a outros objetivos. Promove o Espiritismo. Nada contra. Mas não foi para isso que sua concessão foi outorgada. Quando era a velha Difusora, com estúdio na Rua D. Pedro, era um ponto de referência entre nós. Perdeu o nome e a identidade.

Teremos eleições municipais este ano. No rádio, vamos acompanhar os programas eleitorais gerados pela Capital. Ninguém vai discutir os problemas de Guarulhos. Nem de Arujá.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.