Coletivo Fotógrafas Guarulhenses realiza encontro no Adamastor Centro

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“Eu Me Amo Como Sou” é o tema do próximo encontro do Coletivo Fotógrafas Guarulhenses, que no domingo(18), das 14h às 19h, chega ao Adamastor Centro trazendo filmes, exposição de projetos e roda de conversa. O evento é gratuito e aberto ao público em geral.

A programação do encontro conta com uma pequena mostra de filmes de diretoras guarulhenses, uma iniciativa do Cineclube Incinerante que traz para o evento Beat é Protesto, que fala da participação da mulher no funk,Patacori, que aborda o arquétipo de Ogum nas religiões de matriz africana, Olha o Teatro no Meio da Rua, que conta a história da Mostra de Teatro de Rua que acontece anualmente no bairro do Cabuçu, e 12º Andar, sobre o drama vivido pelo personagem Edgar (Fernando Farias), que tem sua sanidade e relacionamento afetados pela insônia.

Rodas de conversa

Além de se constituir como um espaço para que artistas de diferentes segmentos se conheçam e se reconheçam em torno da paixão pela fotografia, o encontro conta ainda com bate-papo com a fotógrafa do Projeto Maternando o Corpo, Paulina Riquelme, com a tatuadora do Projeto Lótus, Danny Motta, a maquiadora em peles negras Erica Cardial, e a diretora de cinema Janaína Reis.

Paulina Riquelme é formada em comunicação social e especialista em fotografar partos. Por meio de suas lentes, a fotógrafa do Projeto Maternando o Corpo traz à luz imagens de um momento de muita transformação para a mulher: o nascimento de seu filho. Sobre ser mãe e fotógrafa, Paulina fala do processo de seu empoderamento, para ela, uma experiência bastante marcante. “O universo feminino me encanta muito. Neste projeto, muitas mulheres tiveram a oportunidade de falar sobre a relação entre corpo e maternidade, uma forma para eu mesmo adquirir autonomia e uma visão muito mais carinhosa de mim”.

A tatuadora Danny Motta é responsável por devolver a autoestima a mulheres diagnosticadas com câncer. Idealizadora do Projeto Lótus, ela realiza a cobertura de cicatrizes de mastectomia por meio de tatuagens ou pigmentação paramédica. “O projeto surgiu há cerca de dois anos da necessidade de ajudar mulheres sem condições financeiras, viabilizando a elas o acesso a reparos que ajudam a melhorar sua autoestima”, explica a tatuadora.

Desde 2012 a maquiadora em peles negras Erica Cardial encontrou na maquiagem artística sua verdadeira vocação. Erica, que já trabalhou em diversos segmentos artísticos, atuou na criação e desenvolvimento de beleza no videoclipe Nega Soul, de Cellia Nascimento, e fez efeitos especiais nos videoclipes As Armas que Matam, do RZO, e O Banquete, de Zé Celso Martinez. Sobre a oportunidade de compartilhar algumas de suas mais marcantes experiências, Erica enfatiza a importância de problematizar a ausência de produtos compatíveis à pele negra.

“Recentemente a indústria cosmética começou a olhar para a mulher negra como um nicho de mercado.Ainda está longe de ser ideal, mas já conseguimos ver algum avanço por meio de discussões com grandes marcas para que esses produtos também possam nos atender”, explica a maquiadora.

Guarulhense, Janaína Reis acumula experiência significativa junto a duas grandes iniciativas: a Cia. Teatral Los Xerebas e a Mostra de Teatro de Rua de Guarulhos. Em 2017, Janaina produziu o documentário Doc. Solidão, obra participante da primeira edição do Zine Gueto Metragem e da quarta edição da Mostra de Cinema Independente Cine Matilha, e mais recentemente Olha o Teatro no Meio da Rua, documentário selecionado para a 3° Mostra do Filme Marginal, no Rio de Janeiro. Sobre o encontro com mulheres empoderadas, que encontraram na arte uma forma de dar vazão às suas inquietudes, Janaina Reis acredita que “este é um momento crucial de nossa sociedade. Estamos passando por intensos conflitos e por isso encontros como este são muito importantes, pois neles vamos conhecer histórias, discutir questões diversas, nos inspirar e mostrar ao mundo que lugar de mulher é onde ela quiser.Continuamos a luta das que vieram antes de nós e cada pequena iniciativa é uma forma de contribuir”.

Coletivo Fotógrafas Guarulhenses

O Coletivo Fotógrafas Guarulhenses nasceu em outubro de 2017 do desejo e da coragem de mulheres, mães, avós e meninas com idades e formações diferentes que não se conhecem ou têm relação apenas pelas redes sociais e que têm como elo a fotografia.

No ano passado, o encontro do coletivo no Adamastor reuniu as participantes do 1º Anuário de Fotógrafas de Guarulhos, projeto que contou com trabalhos de profissionais mulheres cujo percurso tem relação intrínseca com a cidade.

Interessados em conhecer o 1º Anuário de Fotógrafas de Guarulhos podem acessar o link https://issuu.com/fotografasgru/docs/anuario_fotografasgru.

Serviço

“Eu Me Amo Como Sou”, com o Coletivo Fotógrafas Guarulhenses

Data: domingo, 18 de agosto, das 14h às 19h

Local: Adamastor Centro. Avenida Monteiro Lobato, 734, Macedo

Evento gratuito

Classificação livre

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