Interesses contrariados geram atitudes raivosas. Vereador é vítima.

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Numa conversa recente nos estúdios da TV Guarulhos, emissora comunitária que funciona na avenida Timóteo Penteado, o presidente da Câmara de Vereadores, professor Jesus, queixou-se desanimado das críticas negativas que vinha recebendo, algumas delas profundamente injustas, segundo ele.

O vereador Jesus, que tem como desafio promover a mudança do Legislativo para o prédio de uma antiga fábrica de tapetes na Vila Augusta ainda este ano de 2020, queixava-se que é difícil conter as críticas de certas figuras que transitam no ambiente político da cidade. Especialmente de pessoas que ocuparam cargos de confiança na última presidência, os chamados cargos em comissão.

Para esses cargos serem preenchidos por gente de seu grupo, ou seja, de sua confiança, é necessário, primeiro, dispensar os antigos ocupantes. E o pessoal dispensado acaba guardando mágoas e ressentimentos difíceis de serem superados, segundo o atual presidente da Câmara.

Há também os insistentes pedidos de emprego que o político, no poder, é obrigado a negar. “Não há lugar pra todo mundo”.

“A maior parte dos ataques vem daí”, garantia Jesus durante nossa conversa. Não sem razão. Ele sabe que este será um ano importante para todos os integrantes da Câmara de Vereadores. É ano de eleição e eles devem mostrar serviço se quiserem ser reeleitos. Terão a vantagem de já estarem no cargo, contar com a ajuda de seus assessores, com carros oficiais e cotas de combustível. Mas, mesmo assim, vão ter de gastar muita sola de sapato.

Mas, voltando ao caso das marcações de adversários, políticos ou não, acho realmente que Jesus tem certa razão. Assim como ele, esse desconforto foi vivido pelo antecessor no cargo, o vereador Eduardo Soltur, a quem tive a honra de servir por pouco mais de um ano. Como diretor da TV Câmara e Secretário de Comunicações.

Repito: Soltur enfrentou problemas parecidos no exercício da presidência. E os enfrenta até hoje, mais de um ano depois de transmitir o cargo para Jesus.

As mágoas ficam e as negativas para pedidos de emprego para parentes e apaniguados continuam doendo…

Vejam o que está ocorrendo agora.

Primeiro, a história de que o ex-presidente da Câmara de Vereadores, leia-se Eduardo Soltur, estaria esperando um cargo de secretário na administração de Guti, na Prefeitura. Pura invenção.

Segundo: a informação de que Soltur não teria as mínimas condições de ser atendido, já que o prefeito não estaria nem aí… Outra fake news.

Ressentimento é algo realmente difícil de ser superado.

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