João Doria quer ter voz na campanha eleitoral de Guarulhos, olhando em 2022

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O governador João Doria confia na solução do problema da água aqui em Guarulhos para conquistar um resultado importante nas eleições de outubro. A Sabesp ajuda. A empresa, operando agora no espaço do velho SAAE, tem caprichado. Já superou o rodízio de abastecimento prometendo agora atacar o problema do esgoto.

O esgoto não interessa apenas à gente daqui. Trata-se da saúde do Tietê que segundo o prefeito Guti receberá pouco mais de setenta por cento do que for coletado na cidade quando ele terminar o mandato no final do ano. Não sei se vai conseguir. Nossa contribuição para a poluição do rio é considerável. Não se trata apenas dos dejetos domésticos, mas conta também o que sai dos canos de despejo das indústrias.

Doria tem um secretário de comunicações extremamente eficiente com passagens pelo governo de Geraldo Alkmin. É Cleber Mata, jornalista de Americana, no interior do estado, com quem conversei na semana passada num programa de tv gravado nos estúdios da Rede Brasil.

Na entrevista, sem ser provocado, o secretário Cleber tocou nas questões de Guarulhos. Foi logo falando dos trabalhos da Sabesp. É claro que os elogios ao governador foram fartos, mas houve o cuidado de destacar o esforço do prefeito. O secretário não deixa de ser jornalista nessas horas e não apenas um cabo eleitoral do partido do governador. Gostei disso.

Lembrei que Doria tem também seu calcanhar de Aquiles em Guarulhos, onde ele espera alavancar sua candidata, a presidente do PSDB local Fran Corrêa. Envolve as promessas do metrô e o descaso com a paralização do setor norte do rodoanel que pode ser atribuído ao governo anterior. Para essas duas questões ele tem resposta. Mas, pensando bem, continuam promessas.

Até o final deste semestre a continuação das obras do rodoanel estarão definidas lembra o secretário. O mesmo acontece com os planos do metrô que deve alcançar o bairro da Penha parando por ali.

 “Custava estender a linha um pouco mais para, pelo menos, chegar ao bairro da Ponte Grande?”, perguntei. “Está nos planos”, respondeu. “É a próxima etapa”.

Retomar o rodoanel no único trecho que falta para completar o círculo e desafogar a Marginal é urgente. Não apenas isso, mas também é urgente estancar o processo de ocupação ilegal que se desenvolve ali. Ação facilitada pelo abandono das obras depois de abertas as vias para a instalação de mais construções clandestinas.

João Doria sabe que nosso cacife é de um milhão de eleitores. E não é só a campanha de Fran Corrêa que interessa. 2.022 está logo ali.

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