Lawfare é a palavra da moda. Está no título do livro que fala da guerra na justiça que condenou Lula.

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Fiquei sabendo pela leitura de jornais que foram lançados esta semana dois livros que falam do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um deles, escrito por advogados, fala de um novo tipo de disputa travado nos tribunais chamado “lawfare”.

O outro, segundo se entende, escrito pelo próprio ex-presidente, tem um título extenso: A Verdade Vencerá – O Povo Sabe Por Que me Condenam. É bem possível que alguém, possuidor de condições mais eficientes de redação, o tenha escrito. Mas o nome não aparece na capa.

Na verdade, esta obra foi relançada, segundo a propaganda que observei na internet, convocando militantes a prestigiar o ato. Militantes e simpatizantes. O livro já está à venda há alguns meses.

Não li nenhum dos dois. Mas procurei na internet algo sobre o “lawfare”. Acabei indo direto ao título da obra: “Lawfare, uma Introdução”.

Achei tudo num blogue, uma coluna de notícias na Internet chamada “Conversa Afiada”. Paulo Henrique Amorim, o jornalista responsável, assina a coluna. Só que ele morreu no dia 10 de julho passado, vítima de um ataque cardíaco.

Mas a foto do jornalista, sempre sorridente, continua lá, em frente a uma estante de livros. Imagino que se trata de uma homenagem. Paulo Henrique, depois de anos trabalhando como correspondente da Globo em Nova York, assumiu posições bastante comprometidas com a militância de esquerda ao voltar ao Brasil. Francamente petistas, eu diria.

Achei no “Conversa afiada” uma boa definição para a expressão “lawfare”:

— É o uso político do Direito. Uso do aparelho jurídico com o objetivo de atacar um alvo designado.

Está tudo lá no blogue do Paulo Henrique.

A obra, festejada pelo PT, foi escrita pelos advogados Cristiano Zanin Martins, Valeska Teixeira Zanin Martins e Rafael Valim.

“Lawfare”, segundo esses autores – advogados de Lula nos processos da Lava Jato – “não se confunde com a judicialização da política e tampouco é algo que atinge somente o campo progressista (ou de esquerda) brasileiro ou latino americano”.

Ao contrário. Explicam que “O ‘lawfare’ está acoplado às novas formas de guerras e de disputas desenvolvidas precipuamente pelos Estados Unidos e qualquer pessoa, ou instituição”.

O lançamento aconteceu no meio da semana no auditório da Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Foi uma festa bem movimentada com direito a um comício inflamado do ex-presidente e os aplausos de seu pessoal de apoio.

Preciso ler esse livro.

Quero entender se não se trata da descoberta de um outro nome pra definir o combate à corrupção nos tribunais. E saber por que botaram os Estados Unidos nessa história.

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