Lula e o papa. O ex presidente vai ao Vaticano com mais cinco. Será abençoado, mas não vai confessar…

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já está em Roma se preparando para ser recebido pelo papa argentino, Francisco. Depois de muitos anos serviu-se de um avião de carreira, classe executiva, juntamente com pelos menos mais cinco acompanhantes. Quebrou um jejum.

Lula embarcou aqui em Guarulhos para um voo direto ao Aeroporto Leonardo da Vinci, mais conhecido como Fiumicino. Com ele seguiu um grupo de pelo menos cinco pessoas: seu ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, os advogados Cristiano Zanin e Manoel Caetano, um assessor (seria o fotógrafo Ricardo Stuckert?) e um dos homens que fazem sua segurança.

Informou-se que as despesas de viagem são todas pagas pelo partido, o PT. Lula agora tem salário, vindo de parte do dinheiro que a agremiação recebe do fundo partidário. Mas, imagina-se, a grana das passagens e hospedagens não é descontada da quantia que ele passou a receber todos os meses. O próprio partido explicou que esse dinheiro do salário servirá para o ex-presidente pagar o aluguel de uma casa que pretende alugar em São Paulo depois do anunciado casamento com a funcionária da Itaipu Binacional, Rosangela Silva, a Janja.

Arranjado pelo aliado Alberto Fernándes, presidente argentino, o encontro com o papa será hoje, quinta feira. Lideranças do PT em São Paulo esperam uma conversa proveitosa. Os mais atentos acreditam que seu líder fará um relato das injustiças que tem sofrido como “preso político”, denunciando os dias passados em “solitária” na Polícia Federal de Curitiba.

O frei Leonardo Boff, teólogo ligado ao lulopetismo, iluminado, diz que o Papa Francisco “quer perguntar a Lula como é que ele conseguiu diminuir a desigualdade no Brasil”. Concluo que Boff deve ter tido uma conversa privada com Francisco.

O site “conversa Afiada”, até hoje com a assinatura do falecido Paulo Henrique Amorim, divulgou uma pauta baseada na “experiencia brasileira no combate à miséria”.

De fora do PT ouvi especulações diversas. Houve quem imaginasse uma conversa de confessionário: “Lula vai aproveitar e confessar seus pecados”.

Difícil. Lula não admite pecados. Nem dele nem de seu partido. É radicalmente contra qualquer tipo de autocritica, como a defendida por correligionários como o ex-governador baiano Jaques Wagner ou o gaúcho Olívio Dutra. Se o PT não tem pecado, muito menos ele.

Voltando ao artigo do Conversa Afiada, a previsão da visita ao Vaticano é a de que “o ex-presidente Lula e o Papa Francisco discutirão sobre fome, desigualdade e intolerância”. É bom explicar: Intolerância dos outros, não dele. Nem do PT.

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