Moro, em recado a Lula: não respondo a criminosos, soltos ou presos.

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Lula, preso na Polícia Federal de Curitiba, recusou o benefício da prisão domiciliar e disse que só sairia de lá com o anúncio de sua inocência. Lembram?

Não foi isso. O ex-presidente não esperou o carimbo de “inocente” para ganhar as ruas e, com voz rouca e raivosa, chamar procuradores, policiais, juízes e desembargadores de “banda podre” da Justiça.

Aí incluiu desde a Operação Lava Jato – “são canalhas” – até os desembargadores que avalizaram a sentença de primeira instância que o condenou. Por corrupção e lavagem de dinheiro.

Isso, depois de dizer que saia dali, da carceragem da federal, sem raiva e sem desejo de vingança.

Não é demais afirmar que de inocente, o Lula, agora solto, não tem nada. Continua culpado.

Das respostas às agressões que fez, a do ex-juiz Sergio Moro talvez tenha sido a que mais atingiu a alma do petista: “Não respondo a criminosos. Presos ou soltos”.

Bem-vindo ao ringue

A reação bolsonarista, surpreendente para os menos informados, foi a que os iniciados na política esperavam. Veio consolidar a direita que precisa desse “inimigo” para seguir solta.

O PT elegeu Bolsonaro presidente. E, a seguir assim, vai dar a ele mais um mandato. Entre o ruim e o pior, muitos de nós, preferimos o primeiro. Não foi assim que o capitão deputado conseguiu mais de 50 milhões de votos?

Com a radicalização de um lado e do outro, no ringue, só tem espaço para dois. E os dois gostam.

A esquerda nossa, que não tem pudores ao se ver associada com a corrupção, insiste no “nosso guia” e não deixa espaço pra mais ninguém. Ele é corrupto, foi condenado, mas e daí? Ele é o Lula.

E o Brasil? Ora, o Brasil, se já não é, vai fortalecendo a ideia de que seremos um grande ringue com extrema direita de um lado e o barbudo raivoso de outro.

Dizem até que Lula não é de esquerda. Acho que é verdade, mas engana bem. Recomenda-se ver o retrospecto.

Seria possível um Luiz Carlos Prestes se associar a banqueiros e empreiteiras? Ou um Leonel Brizola de mãos dadas com o empresário Eike Batista acertando empréstimos bilionários com o BNDES?

Lula fez tudo isso e muito mais. Mesmo assim é o único ocupando o lugar de grande líder da esquerda brasileira, festejado por Chico Buarque, Caetano Veloso e Wagner Moura.

Além dele, Lula, só tem papagaios de pirata no entorno. As mariposas em volta da lâmpada.

Havia muitos deles nas comemorações do “Lula-Livre”. Além do poste Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann, Lindberg Farias, Guilherme Boulos… os de sempre.

No palanque, em São Bernardo, faltaram Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Fizeram falta.

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