Prefeito tucano de santo André quer esquecer caso Celso Daniel

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Gravei ontem uma entrevista de meia hora com o prefeito de Santo André nos estúdios da Rede Brasil instalados no Planalto Paulista, na Capital. Paulinho Serra, 46, completa este ano seu primeiro mandato de prefeito, depois de uma boa experiencia na Câmara. Foi eleito três vezes vereador, sempre pelo PSDB, partido onde milita até hoje. É candidato declarado à reeleição com uma forte base de apoio no Legislativo, embora apenas quatro dos 24 vereadores são tucanos.

Em Santo André, na oposição mesmo, só o pessoal do PT, meia dúzia de gatos pingados que sobreviveram ao trauma que o partido – e a cidade, sofreram há quase vinte anos com o sequestro e morte do então prefeito do partido, Celso Daniel. Foi em 2.002.

Paulinho Serra fala com um certo desconforto do episódio e diz que sua cidade, com pouco menos de 800 mil habitantes, vai aos poucos se afastando do episódio. “Logo o assunto estará esquecido completamente”, diz o prefeito, para quem, a nova geração pouco se informa sobre o assunto. Quem tem menos de trinta anos não está nem aí para os fatos que abalaram o Município há duas décadas. E, à medida que os anos passam, menos pessoas se lembram.

Mas, eu me lembro que, do caso Celso Daniel, sobreviveu o enigma das 14 mortes das pessoas que se viram intimamente ligadas com aquele drama. Até o garçom que serviu o prefeito numa churrascaria, poucos momentos antes de seu sequestro, morreu em circunstâncias misteriosas.

Sempre achei que aquele município do ABC representasse um reduto importante petista pelo fato do partido ter nascido ali pertinho, em São Bernardo. Mas não, garantiu Paulinho. O que sempre existiu foi uma liderança pessoal muito forte de Celso Daniel levando o PT de reboque.

“A liderança aqui era de Celso, não do partido”, disse, explicando que o esquema de propinas de Santo André, envolvendo prefeito, PT e empresas de ônibus, era só para arrecadar recursos para o PT e não para enriquecer os envolvidos. Celso Daniel queria que o dinheiro fosse para a caravana que Lula pretendia fazer pelo Brasil, soube-se depois pelo depoimento do publicitário Marcos Valério ao Ministério Público.

São histórias que Paulinho quer esquecer apesar da atuação como adversário dos petistas desde as disputas no grêmio do Colégio Stocco, onde se preparou pra depois se formar em Direito pela Faculdade de São Bernardo.

“O que interessa agora é pensar no futuro e nas pessoas que vivem aqui”, justifica Paulo Serra, o prefeito tucano de Santo André.

A conversa toda será exibida na sexta próxima as 19 horas pela Rede Brasil de TV.

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