Pt define seu candidato. Vai de Elói Pietá.

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O acordo petista para a definição do candidato à prefeito pelo partido nas eleições do ano que vem teve a mão do ex-presidente Lula que mandou pra cá, Guarulhos, o presidente estadual Luiz Marinho. Uma decisão lúcida. Privilegiou-se o peso de um personagem com a experiência de dois mandatos na Prefeitura e cujo nome ainda está na lembrança dos eleitores.

Bem ou mal, Elói Pietá, já parte de um universo bem definido. Num município carente de meios de comunicação como rádio e tv para os programas eleitorais é complicado partir do zero. O nome de Pietá já é conhecido, está na boca do povo.

Sabe-se que a escolha do ex-prefeito não figurava nas preferências da cúpula do partido. A presidente do diretório local, vereadora Jenilda, não esconde que seu candidato era o deputado federal Alencar Santana.

Na convenção que elegeu a chapa de Jenilda para compor o diretório, Pietá estava do outro lado. Jenilda venceu com o apoio do deputado Alencar que assim se cacifou. Alencar assumiu a posição de candidato de genilda e de outras lideranças importantes do partido.

Mas “o bom senso prevaleceu”, comentou o vereador petista Marcelo Seminaldo que torceu por um entendimento.

Alencar se deu por vencido, mas pelos termos do acordo que circulou pelas redes sociais, quiz ter a garantia de ser o único candidato do partido aqui em Guarulhos nas eleições de 2.022. Quis ter participação também na escolha do companheiro de chapa de Pietá e já tem lugar garantido como interlocutor de um futuro governo Elói junto às instituições federais”.

O deputado Alencar também quer participar ativamente de uma comissão que terá o trabalho de definir os nomes dos candidatos a vereador pela legenda. É muita gente querendo e não tem lugar pra todo mundo.

No caso da escolha do vice, o PT de Guarulhos, provavelmente por recomendação de cima, abre a possibilidade de ter um companheiro de chapa de uma outra legenda. Ainda pelo acordo, destaca-se a intensão de buscar alguém “que amplie com as demais forças políticas e sociais da cidade” o poder de fogo do partido.

É algo inédito na política do PT que sempre valorizou a “chapa pura” nas disputas municipais.

Com a decisão petista, o quadro das eleições começa a se definir. O prefeito Guti, com uma candidatura de centro com alguma inclinação pela esquerda por causa de seu partido, o PSB; Elói Pietá, de uma esquerda bem mais definida; e a mais que provável candidata por um acerto entre o DEM e o PSDB, mais à direita, Fran Correa.

Os que virão depois serão coadjuvantes.

 

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