PT é o maior partido de Guarulhos, mas não é mais o mesmo

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Escrevi aqui no começo da semana que o comparecimento à convenção petista, no domingo, havia deixado uma certa decepção pelo número de militantes que foi eleger a vereadora Genilda presidente do partido.

Dos vinte e cinco mil filiados, só dez porcento compareceram.

Só que, pensando bem, dois mil e quinhentos convencionais é um número que nenhum outro partido de Guarulhos tem condições de reunir para uma eleição como aquela. O evento mostrou que o PT é a sigla, de longe, mais organizada e estruturada que se tem notícia por aqui. E isso não é novidade.

No caso de Guarulhos, os dezesseis anos que o partido de Lula exerceu o poder na Prefeitura e o apoio expressivo junto aos sindicatos, fizeram dele uma força que não pode ser desprezada. Exatamente por isso considero a convenção de domingo extremamente importante dentro do quadro político local.

Em termos de militância, não tem para o MDB, PSDB, DEM, e muito menos o partido do presidente Bolsonaro, o PSL, que não tem nem ideia do que pretende em Guarulhos.

Sem falar do PSB de Guti, o prefeito, cuja linha em nível estadual não tem nada a ver com o que impera entre seus filiados na cidade.

Em termos de Brasil, mais ainda. Falo isso diante da desconfiança que o partido se desidrate cada vez mais por aqui. Há profunda diferença ideológica entre Guti e as lideranças nacionais. Isso pode até empurrar o prefeito para outra agremiação na tentativa de se reeleger.

Voltando ao PT, acho que dificilmente terá a performance que teve no passado. Áureos tempos com os sindicatos em pleno vapor, as centrais sindicais com força total, e os movimentos sociais trazendo seu natural vigor para as ruas. As verbas minguaram. Os sindicatos estão mais pobres, as Centrais, também.

O PT que se prepare para enfrentar os novos tempos.

Os sobreviventes

Na próxima quinta-feira eles vão se reunir novamente. É o pessoal que gosta de lembrar aquela Guarulhos que ficou para trás e que alguns conseguem trazer de volta nos agradáveis papos dos encontros no restaurante Guaru-Center.

O restaurante é, por sí, uma bela lembrança.

Não é o primeiro, pois quando foi inaugurado existia o Recanto Amigo, no lugar onde hoje está instalada a Universidade criada pelo Professor Veronesi. Sem falar no Roda Viva, da Via Dutra, que costumava dar de brinde um imenso pão de semolina a quem enchesse o tanque no posto.

Mas o Guaru-Center, na entrada da cidade, é pioneiro. E está pronto para receber os sobreviventes para o jantar de quinta.

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