Sangramento ao escovar, mau hálito persistente e dentes com mobilidade podem indicar periodontite, inflamação dos tecidos que sustentam os dentes. Sem tratamento, pode causar perda óssea e, em casos avançados, dos dentes.
Segundo Luciene Figueiredo, coordenadora da pós-graduação Stricto Sensu, mestrado e doutorado em Odontologia da UNG, a doença está ligada ao acúmulo de biofilme (placa bacteriana). A evolução depende também da resposta do organismo e de fatores de risco.
Favorecem a doença: higiene inadequada, não usar fio dental/não limpar entre os dentes, ficar muito tempo sem acompanhamento odontológico e ignorar sangramentos sem procurar avaliação. Tabagismo, narguilé, cigarros eletrônicos e outras formas de fumar são importantes fatores de risco. Diabetes, principalmente descontrolado, também pode iniciar ou agravar o quadro.
O tratamento busca controlar a inflamação e impedir novas perdas dos tecidos de sustentação. Pode reduzir sangramento, inflamação e bolsas entre gengiva e dente, facilitar a higiene, melhorar o mau hálito quando causado pela periodontite e aumentar as chances de preservar os dentes. Dentes móveis podem ganhar estabilidade, dependendo da perda de suporte e gravidade.
Periodontite e diabetes têm relação de mão dupla: glicemia descontrolada piora a gengiva e a inflamação periodontal pode dificultar o controle glicêmico.
Em alguns casos, tratamentos específicos recuperam parte dos tecidos, conforme avaliação individual. Gengivite, quando ainda não há perda de suporte, pode ser revertida com tratamento e controle do biofilme. Já na periodontite, osso e tecidos perdidos podem não ser totalmente recuperados.
A melhora pode surgir nas primeiras semanas. Após a cicatrização, há reavaliação para definir possíveis etapas adicionais.
A pós-graduação em Odontologia da UNG oferece, a cada semestre, vagas para avaliação e tratamento gratuitos em estudos científicos. Os participantes são acompanhados durante o tratamento e por até 1 ano depois.
Inscrições até 17/12
WhatsApp: (11) 2464-1726

