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Simula ENIAC 2026 leva debate sobre diplomacia e cidadania ao Legislativo guarulhense

O plenário da Câmara Municipal de Guarulhos recebeu, nos dias 27 e 29 de outubro, a Simula ENIAC, simulação oficial do modelo da Organização das Nações Unidas (ONU) realizada pelo Colégio ENIAC em parceria com a Escola do Parlamento de Guarulhos (EPG). Na atividade, 33 estudantes do Ensino Médio representaram diplomatas de diferentes países, divididos em 11 delegações, para debater questões globais.

Em simulações desse tipo, os participantes estudam o país que representam, discutem temas internacionais, negociam resoluções e votam propostas, reproduzindo o funcionamento das reuniões da ONU. O tema central desta edição foi a revisão do Tratado sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), acordo internacional em vigor desde 1970 que busca conter a propagação de armas nucleares, promover o desarmamento e garantir o uso pacífico da energia nuclear.

Esta é a terceira edição do evento com apoio da EPG. Em 2024, os alunos discutiram a situação de refugiados em nove Estados-membros. Em 2025, 46 estudantes participaram de debates sobre problemas enfrentados por países como Brasil, China, Índia e Ucrânia.

Professor de História, Geografia e Filosofia do Colégio ENIAC, além de organizador e padrinho da simulação, Arthur Kenzo afirmou que o objetivo pedagógico da atividade é aproximar os alunos de uma realidade que, ao mesmo tempo, está distante e faz parte da vida deles. “Estamos falando de um debate de assuntos geopolíticos importantes, em que eles têm de assumir o papel de países, de líderes, de tomadores de decisão. Eles aprendem não só sobre o contexto histórico e as perspectivas de cada país, mas também a argumentar, a entender os principais pontos de soberania e por que as resoluções globais são tão difíceis de alcançar”, disse.

Sobre a realização do evento no plenário, e não no colégio, o professor destacou que a experiência amplia a visão de mundo dos estudantes. “É furar a bolha deles, mostrar que o mundo não é só a sala de aula, mas que a sala de aula prepara. O que eles aprenderam lá, têm a oportunidade de colocar em prática aqui, num plenário, que é um lugar imponente, que pessoas importantes frequentam, e eles são tão importantes quanto elas para a cidadania e para a democracia”, afirmou Kenzo.

A aluna Rafaelli Vieira, de 16 anos, do 2º ano do Ensino Médio, participou da edição anterior e representou a Federação Russa neste ano. Segundo ela, o tema despertou o interesse dos colegas desde o anúncio. “Todo mundo ficou muito empolgado quando descobriu o tema”, afirmou.

Para a preparação, os estudantes contaram com a orientação dos professores e com um dia por semana reservado, dentro do colégio, para revisão do conteúdo. “Os professores são muito importantes, porque eles nos guiam, mostram para onde ir, onde pesquisar, o que revisar”, disse Rafaelli.

Ao comparar com a edição de 2025, a estudante avaliou que houve mudança no nível de preparo dos participantes. “Eu sinto que os participantes, este ano, estão ainda mais preparados, pesquisaram mais, e isso foi mais perceptível. As delegações sabem qual é o posicionamento que vão defender dentro do tema e estão muito alinhadas com o país que representam”, declarou.

A definição das delegações é feita por sorteio, realizado pelos professores, que buscam equilibrar a distribuição entre estudantes de diferentes séries e dar a novos participantes a oportunidade de assumir países de maior peso nas negociações.

Escola do Parlamento e a formação cidadã 

A EPG participa do evento como apoiadora, em atuação alinhada ao seu eixo de cidadania, que busca incentivar a participação social e o protagonismo dos jovens. “Receber o Simula ENIAC na Câmara é sempre uma oportunidade de aproximar os jovens do Poder Legislativo e mostrar que esse espaço também pertence a eles. Para a Escola do Parlamento, é uma satisfação acolher e apoiar iniciativas que incentivam os estudantes a debater ideias, ouvir diferentes opiniões e desenvolver o pensamento crítico. São experiências que vão além da sala de aula e contribuem para a formação de cidadãos mais conscientes e participativos, fundamentais para o fortalecimento da nossa democracia”, disse a diretora da Escola do Parlamento, Adriana Coutinho Borgo.

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